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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mestrado em Direito fora do Brasil: o que e onde fazer?

Escolher o lugar, a Universidade e a área do Direito em que se fará o mestrado é uma decisão difícil e que vai lhe acompanhar por toda a vida. Além disso, não é todo mundo que pode se bancar 1 ano no exterior. Como já dei algumas dicas de bolsas em posts anteriores, neste vou comentar um pouco sobre como fazer a melhor escolha, baseado em diferentes perfis e objetivos.

A experiência de morar e estudar o Direito em outro país

Desde o começo da Faculdade de Direito, aprendemos que a fonte não formal do direito são os fatos sociais. Ou seja, o que anda acontecendo por aí. Aprendemos, em suma, que direito (positivo) deve acompanhar às necessidades da sociedade.

Fazer mestrado em Direito no exterior não é apenas estudar o direito de outro país. É também entender o Direito (e "direito", de norma) com base na sociedade em que ele foi desenhado, entendendo-a como pressuposto da norma. É conviver com pessoas que têm formas de raciocinar e pensar totalmente distintas da sua e, com base na visão dos outros, conhecer também melhor o seu próprio país e a si mesmo. É conhecer outros lugares e ter novamente uma vida de estudante, em outro páis, com novas pessoas, novos hábitos e desafios. É, por fim, uma experiência de crescimento em todos os sentidos que eu recomendo qualquer pessoa ter.

Objetivos e Perfis

Fora a parte social e experiência de morar fora, que todo mundo quer, é importante você verificar quais os objetivos principais. Aconselho fazer uma lista com 3 pontos, por ordem de prioridade. Vou colocar abaixo alguns perfis mais comuns encontrados na nossa área.

Perfil - O Acadêmico

Se o seu objetivo primeiro é seguir a carreira acadêmica, é importante ter algumas considerações em mente. Títulos de pós (master ou doutorado) obtidos no exterior, para serem válidos no Brasil, precisam passar por um processo de revalidação perante uma Universidade brasileira que tenha o mesmo nível (mestrado ou doutorado) do título a ser revalidado e na mesma área de conhecimento ("Direito", não é preciso que seja "Direito da Tecnologia", caso esse seja seu curso fora), com avaliação mínima de nível 4 no MEC. Ou seja, ao terminar seu curso, você terá que fazer essa revalidação no Brasil.

Na quase totalidade dos países do mundo fora o Brasil e Portugal, o mestrado em Direito tem apenas 1 ano de duração, começando em setembro ou outubro de cada ano. Por isso, é muito possível que um título de mestrado no exterior não seja revalidado no Brasil, no qual a maioria das Faculdades de Direito adota critérios arcaicos baseados na quantidade de horas, e infelizmente não é possível ter certeza disso, por melhor que seja a instituição em que você estudou fora.

Nesse caso, eu aconselharia a fazer o doutorado em Direito (PhD, DPhil, LLD, S.J.D, etc), que é muito parecido em todos os lugares, resultando numa tese consistente no tema a ser pesquisado. Normalmente dura 3 anos e, quando (se) voltares ao Brasil, terás que fazer também a homologação, mas normalmente é feita sem maiores problemas (fora o tempo, que varia em cerca de 1 ano).

Eu particularmente acho mais enriquecedor morar e estudar em um país com outra língua que não o português, para estimular a fluência em outro idioma. Mais ainda se for um país de common law como Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), Estados Unidos ou Austrália, mas este caso seria apenas para quem tem intenção de fazer uma análise comparada de sistemas. A Alemanha, a França e a Itália são países de civil law conhecidos por terem boas instituições.

Perfil - O Advogado Internacional

Esse perfil às vezes parece com aquela música dos Paralamas do Sucesso:

"Pensei que era moleza
Mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro
Sem gastar nenhum tostão..."

(se você tem menos de 30 anos como eu, pode ter alguma lembrança da parte em que ele fala "entrei de gaiato no navio, ô!! Entrei, entrei, entrei pelo cano...")

Falando sério, se a sua intenção é seguir uma carreira de advogado em que você trate de assuntos internacionais, seja no Brasil, seja no exterior, você já está no caminho certo por querer estudar fora. O nome dos programas de mestrados que são mais voltados à pratica da advocacia é LL.M., que é uma sigla em latim utilizada para dizer Master of Laws (em latim seria Legum Magister, como o Legum é "Leis", em plural, se utiliza dois "L" na abreviatura, que é a norma de abrevitura de línguas latinas).

Meu primeiro conselho pode ser chocante: esqueça mestrados em Direito Internacional. Isso porque você estudará o Direito Internacional Público e/ou Privado que viu na faculdade, de forma mais aprofundada. E essas matérias não são o que você tratará no dia-a-dia de uma consultoria jurídica internacional em um escritório de advocacia ou empresa multinacional, nem é o que eles buscam.

Na advocacia em outros países e mesmo no trato de questões de negócios internacionais no Brasil, as áreas que têm mais possibilidade de aproveitamento são, em primeiro lugar, Direito Empresarial (Corporate Law, Contracts, Corporate Governance, Securities, Corporate Finance, International Transactions, Mergers and Acquisitions - M&A,tc) e, em segundo lugar, Direito Tributário (Tax Law, International Taxation, etc), nesta última principalmente se você tiver trabalhado em uma Big 4 (Big Four é como se chama as 4 maiores consultorias de contabilidade do mundo: PricewaterhouseCoopers, Deloitte, Ernst & Young e KPMG).

Então é aconselhável você buscar um programa que tenha disciplinas dessa natureza, ou seja, vinculadas a negócios e empresas em si e/ou à sua tributação. Há também um bom aproveitamento em Direito da Propriedade Intelectual (Copyrights, Trademark, Patents, Unfair Competition, etc), mas a demanda é bem menor que as outras duas áreas, pois nem toda empresa se preocupa com sua proprieade intelectual, mas toda ela com o pagamento dos tributos e a formalização de seus negócios e operações societárias.

Sem sombra de dúvidas, para quem quer seguir a carreira de advogado internacional (ou seja, advogado que trabalha em outro país ou que trabalha no Brasil em questões de negócios internacionais), eu aconselho fortemente que faça o LL.M. no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) ou nos Estados Unidos, por vários motivos.

O primeiro é que um LL.M. em qualquer desses dois países vai lhe proporcionar sair de lá com inglês jurídico fluente, que é imprescindível para trabalhar em consultas e contratos internacionais em inglês, com a tecnicidade que se espera de um advogado (já vi um contrato feito por um advogado que mais parecia um negócio contado por um rapper norte-americano). Inglés é a língua dos negócios internacionais, em qualquer lugar do mundo.

O segundo motivo é que você vai entender alguns princípios e termos básicos de common law que serão necessários e farão toda a diferença no desempenho de sua profissão.

O terceiro é que você conquistará (ou retomará) inglês falado fluente, que é imprescindível para reuniões e negociações internacionais.

LL.M. no United Kingdom of Great Britain

No Reino Unido, indicaria 6 instituições que não tem erro: University of Cambridge, University of Oxford (em Oxford, o LL.M. se chama MJur), London School of Economics and Political Sciences, University College London, King's College e Queen Mary. Essas isntituições têm a vantagem de você poder escolher diferentes módulos, combinando as matérias que você quiser dentro de um mesmo LL.M. As duas primeiras são consideradas as melhores do UK, mas estão respectivamente nas pequenas cidades de Cambridge e Oxford. Eu sou mais urbano e favorável de se morar em Londres, que lhe trará experiências sociais extraordinárias, motivo pelo qual as outras opções, que estão em Londres, são também extraordinárias.

Existem outras instituições que são também excelentes mas em áreas específicas, como é o caso do LL.M. in Oil and Gas da University of Aberdeen e o LL.M. in Information Technology and Telecommunications Law da University of Strathclyde, ambas na Escócia. Contudo, ainda assim, as outras citadas têm nomes mais reconhecidos, o que pode influenciar na hora de buscar oportunidades, além de que certamente terão cursos tão bons quanto.

LL.M. nos Estados Unidos

O Master of Laws nos Estados Unidos apresenta as mesmas vantagens do UK, além de ter a grandecíssima vantagem de que, quando se termina, é possível fazer as provas para ser advogado estrangeiro no Estado de Nova York, o que possibilita você a trabalhar num escritório americano in the city that never sleeps, o que é extremamente difícil de acontecer no UK, já que não há essa possibilidade de se qualificar como advogado (até há, mas leva no mínimo 4 anos para tanto).

A principal desvantagem é que, enquanto os melhores programas de LL.M. no UK variam em torno de £ 12 mil (doze mil libras), as melhores Universidades dos EUA estão entre US$ 36 mil e US$ 40 mil. Sem medo de errar, para escolher apenas 6, apontaria as seguintes: Harvard Law School, Stanford Law School, Yale Law School, New York University, Columbia University e University of Chicago. Existem várias outras Universidades excelentes nos EUA: Washington University, University of Pennsylvania e University of California (Los Angeles e Berkeley) que também valem a pena serem checadas.

Outros Lugares

Bem, além do UK e EUA, se você quser seguir ou ter um improvement na carreira de advogado internacional, há outras possibilidades e que também são lecionadas em inglês, normalmente vinculadas a áreas específicas. Por exemplo, em tributação internacional, o programa de LL.M. (Adv) in International Taxation da Leiden University, na Holanda, é mundialmente conhecido em sua área (igualmente caro como os do UK).

Para outras áreas e localidades, você terá que buscar no oráculo, que tem para quase todas as perguntas as melhores respostas. Fora o oráculo, há um site super interessante chamado http://www.llm-guide.com/, com opiniões e avaliações de várias pessoas sobre programas de LL.M. ao redor do mundo.

Perfil - O Diplomata

A exceção ao princípio não-Direito Internacional é se você quer trabalhar em algun órgão internacional, como o Tribunal de Haia, a Comissão Européia ou algum órgão da ONU. Veja na página de Ofertas de Empregos das Nações Unidas o tipo de perfil que eles normalmente procuram para contratar, assim você poderá ver se vale a pena fazer um mestrado em Direito Internacional. Em todo o caso, ter inglês fluente é mais que pré-requisito.

Bem, é isso, eu acho que com essas observações já é possível se traçar um começo. Sobre o financiamento, não se desespere, leia bastante os sites porque há universidades que têm bolsas de estudo e financiamentos para estudantes internacionais. Boa sorte!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Erasmus Mundus - Programas de Mestrado com Bolsas da União Europeia

Como mencionei em meu último post, meu curso de mestrado em Direito no UK foi financiado pelo Programa AlBan da União Europeia. Infelizmente, o AlBan tinha duração pré-definida: de 2003 a 2007. Contudo, as oportunidades de financiamento de estudos de pós-graduação na Europa não terminaram com o AlBan.

De acordo com a descrição do site Study in Europe (que é um achado, por sinal), "o programa Erasmus Mundus oferece bolsas de estudo a estudantes altamente qualificados para participarem em Cursos de Mestrado Erasmus Mundus em duas ou mais universidades europeias. Podem participar estudantes de todo o mundo, com excepção de estudantes provenientes dos países do Espaço Económico Europeu".

Em outras palavras, existe uma lista de cursos de mestrado em diversas áreas do conhecimento, que são chamados de Mestrados Erasmus Mundus. Nesses mestrados, o aluno estudará em duas ou mais universidades de diferentes países da Europa, também pré-selecionadas, que participam do intercâmbio no respectivo curso escolhido.

Em minha opinião, isto é ótimo! Você terá a oportunidade de conhecer a fundo dois países europeus, pessoas diferentes, visões de mundo distintas, sua cultura, forma de ver o mundo e sua área de estudo, dentre várias outras surpresas (boas e más) que você pode ter. Tudo isso você levará para sempre e, arrisco a dizer, esta experiência cultural é mais importante do que os estudos em si. É algo que apenas se consegue vivendo em um país, não em uma viagem de algumas semanas.

Duração e prazos de candidatura (application deadlines)

O programa Erasmus Mundus tem prazo de duração definido: começa neste ano de 2009 e o último ano para candidaturas será em 2013. Quase toda a documentação do programa é em inglês ou francês, mas isso pode variar de acordo com cada programa específico. As datas para candidatura (application) irão variar em cada programa de mestrado.

Passo-a-passo

Como se diz no interior do Ceará, rapadura é doce mas não é mole. Não pense que será fácil nem rápido se candidatar ao progrma Erasmus Mundus. Na burocracia e dificuldade, pelo menos 8 em cada 10 pessoas que queriam se candidatar ao AlBan desistiam. Se você é um desses 2, parabéns, já deixou 80% para trás. Abaixo listo alguns passos necessários para você conseguir ultrapassar a burocracia, baseados na minha experiência própria.

1. Ler a página do Programa Erasmus Mundus.

Primeiro você tem que conhecer o programa de bolsas ao qual você vai se candidatar. Leia a página do Programa Erasmus Mundus para conhecê-lo. Aviso: ela é toda em inglês e você pode escolher ler em francês (menu na direita superior). Clicando aqui você encontrará uma chamada de candidaturas e uma breve apresentação, tudo em português.

2. Escolher o Mestrado.

Nesta página você encontrará a lista dos mestrados Erasmus Mundus. Olhe no menu à esquerda a área de conhecimento que você busca e veja que programas são oferecidos.

Em minha área, Direito, já havia lido sobre os programas do Mestrado Europeu em Law and Economics (não há tradução, pois trata-se de uma corrente da análise econômica do Direito nascida na Escola de Chicago) e do Mestrado Europeu em Direito do Comércio e das Finanças Internacionais (European Master in Transnational Trade Law and Finance). Ambos me pareceram excelentes e os conteúdos muito bem estruturados.

Se for o caso, entre em contato por email com a instituição responsável pelo programa que você se interessou. Eles poderão tirar dúvidas e lhe fornecer maiores informações.

3. Ler o Guia do Candidato e Critérios do seu Programa.

Depois que você achou um programa que realmente lhe interessa, agora você deve entender bem todos os procedimentos para se candidatar a ele. Cada programa dirá as fases, procedimentos e critérios para admissão e conferência das bolsas em sua respectiva página (os links para cada programa se encontram na página do Erasmus Mundus), mas há um Guia do Candidato do Erasmus Mundus que é importante ler (todo em inglês).

Perceba que o guia geral é destinado não apenas a você, futuro estudante de mestrado, mas também a Universidades que queiram participar do programa e a alunos de intercâmbio de doutorado, então saiba selecionar a informação que é apropriada para o seu program.

Leia atentamente os procedimentos, critérios de avaliação, documentos exigidos e datas para apresentação da application do seu programa específico, contida na página dele. Assim, você poderá avalir suas possibilidades de admissão e programar-se melhor para atender a todos os requisitos dentro do tempo que você dispõe. Faça uma lista com os documentos que você precisa e onde você precisa obtê-los. Exemplo: carta de recomendação com o professor fulano da minha Universidade. No meu caso, dentro de 1 ano (tempo que me programei) publiquei 5 novos artigos, já que isso era um critério forte de pontuação no meu programa.

4. Preparar a Documentação Exigida.

Esta é uma das fases mais chatas e na qual a maioria desiste. Não entrei em detalhes no Erasmus Mundus, mas conhecendo a fundo o Programa AlBan, que também é da União Europeia, acredito que seja bastante burocrático. Não desista nesta fase nem se influencie por pessoas que desistiram ou que não conseguiram outras bolsas. Como disse acima, faça uma lista do que precisa, assim você verá melhor sua evolução.


É normal que se peça um exame de aptidão na língua estrangeira em que você for estudar (IELTS ou TOEFL para o UK e DELE para a Espanha, por exemplo). Isso poderá demandar algum tempo de estudo prévio seu para se sair bem na prova. No meu caso, tive 2 meses de aula particular antes de fazer o TOEFL. Foi caro e cansativo, pois tinha aula três vezes na semana, das 7h às 9h da manhã, antes do trabalho, mas valeu a pena. Basta você se programar.

5. Preencher o Formulário de Candidatura.

Isso pode (e deve) ser feito ao mesmo tempo em que você junta a documentação necessária. Assim, enquanto o formulário é preenchido, é possível identificar melhor o que você precisa e o porquê.

6. Enviar o Formulário e os Documentos.
Normalmente, o prazo para enviar o formulário é anterior ao do envio de toda a documentação, já que há documentos que demoram mais que outros. Isso deve ser verificado na página do seu programa. Se não houver nenhuma informação específica, envie um email para a instituição responsável pelo seu programa perguntando a respeito. Preste atenção também nos eventuais requerimentos burocráticos, como firma reconhecida e cópias autenticadas.

7. Esperar (e procurar outros programas).
Por mais que a ansiedade seja grande, você não deve colocar toda sua vida em torno deste mestrado. Busque outras oportunidades enquanto você espera o resultado do Erasmus Mundus. Assim, se você não for escolhido para esta, pode se preparar melhor para outras e até mesmo para concorrer novamente no próximo ano. Não tem segredo: o negócio é não desistir e a verdade é que o mundo é dos persistentes.

Boa sorte! Good luck! ¡Buena suerte!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Bolsa de estudos para pós-graduação na Espanha - Fundación Carolina

Um pouco recuperado do trauma relatado em meu último post, venho aqui novamente para dar início de fato ao tema central a que se propõe este blog. Aliás, explico resumidamente: como tive uma longa experiência em busca de informações para viver, estudar e trabalhar em alguns países fora do Brasil (tudo legalmente, claro!) ao longo dos últimos 7 anos, acabei acumulando algumas conexões super interessantes para quem pretende dar seus primeiros neste mesmo rumo.

Hoje trago informações sobre as bolsas de estudos para pós-graduação da Fundación Carolina. Esta fundação, que é patrocinada pelo governo espanhol, fornece bolsas de pós-graduação (nas modalidades cursos de pós-graduação de curta duração - de 1 a 3 meses, chamados de "formação permanente" -, mestrado, doutorado e pesquisa científica para professores e doutorandos) para cidadãos de países Ibero-americanos, como o Brasil, em Universidades e outras instituições de renome da Espanha, em diversas áreas distintas. Copio abaixo o email que recebi hoje do Universia:

Estão abertas as inscrições para o programa de bolsas da Fundação Carolina. Neste ano, estão disponíveis 1.555 bolsas, das quais 1.065 são para estudos de pós-graduação, 265 para doutorado ou pesquisas de curta duração e 225 para a formação permanente.

O prazo de inscrição para a maioria das oportunidades abertas termina no dia 1º de março. O Universia criou um especial com todas as informações sobre a seleção. CLIQUE AQUI E VEJA A PÁGINA DO UNIVERSIA SOBRE ESTA BOLSA (menos completa).

Este programa de bolsas existe há um bom tempo (pelo menos desde que comecei minhas buscas). De 2003 para cá, posso testemunhar que houve um incremento significativo na quantidade de cursos e instituições que se juntaram à Fundación Carolina para fornecer novas bolsas de pós-graduação. Em minha área, Direito (subárea Empresarial), existem ótimos cursos de mestrado.

Algumas instituições não são muito conhecidas por nós, brasileiros, como é o caso do Instituto de Empresa, da Universidade de Navarra e do Centro de Estudios Garrigues, mas, em Direito Empresarial, por exemplo, estão entre as melhores da Espanha e eu particularmente não pensaria duas vezes antes de me candidatar a qualquer uma delas. Se você quer en outras áreas, sugiro buscar pela Internet o curso que você quer fazer e depois procurar a opinião de terceiros sobre o respectivo curso, em fóruns e páginas especializadas em espanhol e inglês.

Foto: sala de aula na Universidad de Navarra.

Se você desenrola bem o castellano, sugiro ir diretamente à página da Fundación Carolina, que tem informações completas sobre as bolsas, áreas, prazos de inscrição e procedimentos. CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PÁGINA DE BOLSAS DA FUNDACIÓN CAROLINA.

Se você (ainda) não desenrola bem el español mas mesmo assim pretende se aventuar a ler, lembre-se: "beca" significa "bolsa de estudos".

¡Buena suerte!